Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011
NÃO TENHO AMIGOS


Carta original:
Tenho 20 anos e desde que me conheço que sei que tenho um problema e já procurei ajuda que sinto que não está a resultar. Sinto uma enorme vontade de acabar com a minha vida cada vez que me confronto com situações adversas, não tenho amigos e fico em pânico com a possibilidade de ter de conviver ou falar com alguém. Quando era mais nova era gozada na escola pela minha timidez e aspecto físico, era a típica "crominha" da turma e chamavam-me de sonsa. E ainda hoje continua a ser assim - ando na faculdade e continuo a ser gozada e pouco apreciada pelos meus colegas. Na verdade, para além dos meus pais, nunca tive ninguém que gostasse de mim e por isso sou muito apegada a eles. Não sei se o meu problema se trata de uma simples depressão, mas a verdade é que isto afecta-me não só a mim como aos meus pais e estou desesperada. Quando penso que tudo acabará com a morte fico aliviada mas ao mesmo tempo sinto-me pressionada a ser feliz para não fazer sofrer os meus pais. Infelizmente, dou demasiada importância ao que os outros pensam de mim e passo a vida a pensar nas situações negativas (gozo, julgamentos de carácter, etc.) pelas quais passei. Preciso constantemente que me digam que gostam de mim e que me aprovem como pessoa para me aceitar a mim própria mas como isso quase nunca acontece estou sempre triste. Sinto que nunca vou ser feliz porque não me consigo desligar destes pensamentos. Acordo e adormeço desesperada sob um sufoco que se prolonga pelo dia todo e tenho momentos de muita irritação e choro (chego a sair das aulas para ir chorar para a casa de banho)... Não sei o que fazer, já cheguei ao extremo do egoísmo, porque só me consigo concentrar na minha tristeza e nas pessoas que não gostam de mim e que me tratam ou trataram mal... 
Ana Rita


publicado por Cláudia Morais às 09:50
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011
ATAQUE CARDÍACO OU ATAQUE DE PÂNICO?

 

Carta original: 
O meu caso é igual ao do Sr. Silva - sou lutador de jiu jitsu e não consigo treinar, nem fazer qualquer exercício, por medo de um ataque cardíaco. Já fui parar às urgências várias vezes e… nada - batimento cardíaco e pressão normais. Não consigo dormir e não sei o que fazer - a falta de ar é muito grande, sinto dor no peito, nas costas e na barriga, não consigo relaxar. Acho que o meu caso foi agravado porque fumava e parei abruptamente (não bebo nem uso outras drogas). Estou a tomar fluoxetina mas isto está a deixar-me esquisito. Ando nisto há quase três meses mas não deixei de trabalhar. É horrível, meço a pulsação a cada minuto. Há alguma alimentação que me possa ajudar? Se eu voltar a fumar (não quero) posso melhorar e parar de tomar remédios? O diazepam e a fluoxetina estão a deixar-me doido. Cheguei a tomar meio diazepam à noite mas acordava como se estivesse de "ressaca". Já não sei o que fazer. Há dois anos fui a um cardiologista e fiz provas de esforço físico - não deu absolutamente nada. Devo voltar ao cardiologista? Será que posso voltar a praticar exercício de forma leve? Isso ajudaria ou atrapalharia? Tenho 38 anos, 1m81, e 80 kg (tinha, já estou com 76). Há várias pessoas na minha família que já tiveram isto - avô, mãe, irmã, tios e primos.
Pedro


publicado por Cláudia Morais às 10:17
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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
NAMORADO IMPULSIVO

 

Carta original:
Tenho dificuldades em lidar com a impulsividade do meu namorado. Por mais que tente passar ao lado, ele tem atitudes que magoam... Percebo até que nem faça por mal porque, lá está, é impulsivo, nem pensa… Mas os mal-entendidos são constantes. Agora também começou a acontecer com a minha família. Ficaram de certo modo magoados por causa de uns comentários que ele fez. Isto porque para além de ser impulsivo parece que por vezes tem mesmo gosto em ser do contra. Depois, a forma como se expressa mais uma vez leva a mal-entendidos porque ele fala com tanta paixão, defende a sua opinião com tanta garra, que mais parece que está a discutir... Qual a melhor forma de lidar com esta situação?

Zita



publicado por Cláudia Morais às 09:59
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011
FILHA DE PAIS DIVORCIADOS

 

Carta original:
Tenho 18 anos e sou filha de pais divorciados desde os 9. Quando era mais nova pensava que o divórcio não me afectava, mas desde há um ano que sinto um certo desconforto. Não queria ter os meus pais juntos, pois eles não se entendiam. Dois anos depois do divórcio eles deixaram de se falar e eu tornei-me numa bola de ping-pong, um fala mal do outro quando estou presente e o contrário também se sucede. O meu pai tem um temperamento difícil; teve uma infância dura e hoje não fala com o pai nem com os irmãos; vive bem; não sabe lidar com os outros, quer tudo à maneira dele; A minha mãe não soube governar-se sozinha, tem um tecto e nunca lhe faltou alimentação, ainda assim não vive tão bem como o meu pai; Por vezes sinto-me desequilibrada, com a minha autoconfiança em baixo, muitas vezes não sei como agir, e tenho medo do que os outros pensem, sou muito tímida e não gosto, mudo de ideias muito facilmente e por vezes é difícil ser tolerante com os outros. Sinto que tenho uma vida complicada.

Diana



publicado por Cláudia Morais às 09:49
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011
SALVAR O CASAMENTO

 

Carta original:
Ando desde há algum tempo à procura de ajuda, por vezes penso que exagero (já cheguei a "consultar" tarot, mas que não foi nada positivo para o meu problema e que por isso ainda aumentou a minha preocupação). Estou casada há cerca de 11 anos e deste casamento temos dois filhos. Durante o namoro saímos muito, ele estava sempre a oferecer-me presentes, parecia não querer separar-se de mim. Com o casamento a situação alterou-se. Passou a sair sozinho com os amigos (em média 2 vezes por mês entre aniversários e festas.). No início ainda lhe pedia para ir com ele e ele justificava o facto de não o acompanhar dizendo que eram só colegas e que eu não me iria sentir bem. Isto aconteceu algumas vezes até que a dada altura me cansei de me chatear com isso. No entanto, nunca perdia a oportunidade, em altura de discussões, de lhe "atirar" isto à cara, dizendo-lhe que só saía com os amigos e com a esposa nunca se dava ao trabalho de sair. Nunca mais fomos a uma discoteca ou ao cinema juntos. Com o nascimento dos filhos a minha atenção virou-se mais para eles, até porque o meu marido sempre foi um pai ausente, por motivos profissionais, e quando podia estar com eles arranjava sempre algo para fazer (chegou a confessar que por vezes vinha mais tarde para casa - quando já estava tudo a dormir - para não se chatear). Em público nunca foi pessoa de muitos afectos (salvo durante o namoro), mas em casa a situação alterava-se. Confesso que no início, e como eu não estava habituada, o reprimi um bocado, o que originou um certo afastamento. No início do casamento os problemas surgiram mas devido à proximidade dos pais dele. A minha sogra sempre se meteu muito na nossa vida, mais comigo do que com o filho, pois ele não lhe dava muita importância. Ela queria assegurar-se de que o filho não sairia das asas dela. Alguns anos após o casamento consegui convencê-lo a comprarmos casa. Felizmente para mim, o meu marido sempre separou muito bem as "águas" mostrando à mãe que eu sou mulher dele e mãe dos seus netos e que por isso "mando" mais do que ela. Estas divergências acabaram também por influenciar os primeiros anos de casamento e não são raras as discussões que não acabem a falarmos das nossas famílias, o que acaba por magoar-nos. O casamento foi-se mantendo com algumas crises ultrapassadas com maior ou menor dificuldade. O maior problema surgiu quando eu tive a possibilidade de ingressar numa carreira que me dava mais motivação, mais dinheiro, mais realização profissional. No início foi mais fácil pois fiquei por casa. Passados cerca de 3 anos tive que me deslocar (por causa deste trabalho) para mais de 300 Kms de casa, na perspectiva de que após 3 ou 4 anos regressasse a casa. Durante estes primeiros anos falámos da possibilidade de ele ir comigo, situação a que não se opôs. Também não lhe ocultei o facto de querer levar os filhos comigo. Os problemas começaram a agudizar-se logo 1 mês depois de começar a ausentar-me durante a semana (aos fins-de-semana sempre fui a casa, quando os nossos filhos estavam doentes era eu quem os levava ao médico, era eu que falava com a professora - apesar de distante fisicamente sempre estive muito próxima deles). Ele disse que não sabia se iria aguentar a situação, pois iríamos perder muito como casal, que tinha medo de não me conseguir perdoar por lhe ter desfeito um sonho e pensando no dia em que os filhos iriam comigo seria muito pior. Realmente, ele chamou-me a atenção para o que está a suceder agora. Durante o ano passado as nossas conversas acabavam quase sempre em discussão, no entanto, a nossa intimidade sempre esteve salvaguardada. Confesso que não é nada fácil lidar com esta situação, pois os ciúmes acabam por ser muito maiores, e quando nos vêm dizer que o nosso marido anda envolvido com outra, apesar de nunca terem visto nada (pois apenas tomavam café, fumavam juntos e iam às festas de trabalho juntos), o certo é que me fez vacilar. Confrontei-o com esta situação e ele sempre me negou este envolvimento, mas o certo é que depois da ida dos nossos filhos para junto de mim ele tornou-se mais distante. Já há muito não o ouço dizer que me ama, que ainda gosta de mim, e esta incerteza tem-me minado por dentro. Há cerca de 2/3 meses começámos a dialogar normalmente. Ele diz-me que sabe que está a fazer-me sofrer, que inconscientemente me culpa pela distância, mas que conscientemente sabe que eu fiz a melhor opção e me irá apoiar sempre nesta minha decisão de mudar de vida. Inicialmente ainda se colocou a hipótese de ele deslocar-se também para onde estou a trabalhar, mas depressa abandonou essa hipótese e neste momento, não quer falar sobre esta situação. Tenho lido e falado com algumas pessoas que me tentaram ver a situação pelos dois pontos de vista. Sempre lhe disse que compreendia e aceitava o que ele estava a passar, mas que estava já a chegar ao meu limite, pois quando fala comigo é sempre com "sete pedras na mão". Já há muito que não tem um carinho para comigo, apesar de demonstrar preocupação. O problema, penso eu, é que não se consegue abstrair da ausência dos filhos, e ao fim-de-semana "vive" para os filhos e não quer saber de mim. Diz-me que eu também mudei, pois estou muito mais exigente na forma como nós estamos do que anteriormente. Já lhe justifiquei que mudei, mudei sim, pois as saudades durante a semana são tantas que ao fim-de-semana tento conjugar todas as forças para investir na relação e na família. Há um tempo atrás pediu-me mais espaço, pois eu queria sempre a sua atenção, não o deixando estar sozinho com os filhos. Entendi a situação e agora estou a dar-lhe mais espaço. Tudo isto para enquadrar o problema. Agora fala em separação. Diz-me que não sabe se consegue ultrapassar esta fase, que está a ser muito difícil para ele, que sabe que me magoa, mas não consegue agir de outro modo e que se soubesse que seríamos todos muito mais felizes separados não tinha dúvidas nenhumas. Não o consigo fazer abrir-se para mim. Já o questionei se ainda gostava de mim o suficiente para tentar recuperar o que ainda pode ser recuperado e ele responde-me que não sabe se será já tarde de mais. Já ponderei a hipótese de os nossos filhos regressarem para junto do meu marido, pois eu aguentei muito melhor a separação do que ele, mas ele diz-me que neste momento não tem tempo para eles (pois a sua vida profissional não lhe permite). O discurso dele, por vezes, é contraditório. Já tentei que ele aceitasse a ida a uma consulta de terapia conjugal, mas ele recusa-se. Neste momento, estou a tentar dar-lhe espaço mas por vezes sinto-me colocada de lado, pois acho que os filhos têm todo o direito de estar com os dois pais ao mesmo tempo. Ele muito dificilmente se abre comigo (é o problema de os homens falarem dos seus próprios sentimentos?!...). Tenho-lhe dito constantemente que o amo, que quero lutar pelo casamento, pois acho que ainda há muito que fazer, mas não consigo obter nenhuma resposta da parte dele. Eu sei que ele está magoado comigo e com o mundo, que ainda não aceitou a nossa separação física, a separação dos filhos, que a cabeça dele também ainda não encontrou qualquer resposta. Sei que ele está muito confuso. Gostaria de o ajudar, já tentámos conversar para encontrar alguma solução mas nunca conseguimos. Já não sei o que fazer. O que posso fazer para o ajudar a superar esta situação e ajudá-lo a descobrir o que quer para a sua vida, para a vida dos filhos e para a nossa vida?

Catarina



publicado por Cláudia Morais às 10:16
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011
QUERO O DIVÓRCIO

 

Carta original:
Estou casada há 15 anos (após um Namoro de 10) e tenho um filho com 14. Sinto que ele se está a transformar numa pessoa que não reconheço e com quem todas as hipóteses de diálogo estão esgotadas. Não houve infidelidades ou outros problemas de maior, apenas um copo que encheu. Estou a dar um prazo a mim mesma para ter a certeza mas parece-me que a decisão é irreversível - quero o divórcio. Ao fim de 25 anos com esta pessoa, ridiculamente, não sei como iniciar a conversa (quero dizer-lhe primeiro, sem jogos de bastidores nem consultas a advogados prévias e esperar que consigamos resolver tudo com lealdade).
Rita


publicado por Cláudia Morais às 10:44
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
TRANSTORNO ANSIOSO
Carta original:
Estou a pedir ajuda para uma situação que me está a limitar. Desde há quase 1 ano que sinto uma pressão enorme na cabeça, como se tivesse um capacete. Contactei a médica de família e, por ter casos de tumores no cérebro em familiares, a médica sugeriu um TAC. Ao fazer o TAC senti-me pior - aqueles minutos foram desconfortáveis com a sensação mais presente. Após receber o resultado do exame, que mostrou que estava tudo bem (graças a Deus) senti um grande alívio e tentei descontrair. Tenho descansado mais, apesar de por vezes dormir mal, com ataques de pânico que me acordam assustada, assim como pesadelos frequentes que me parecem tão reais. Ultimamente a pressão que sentia está atenuada mas surgiu um outro sintoma, o pulsar do coração como se estivesse no cérebro. É uma sensação que aparece várias vezes ao dia e me transtorna tanto na concentração como na visão. Peço a sua ajuda para saber se devo consultar um psicólogo ou um neurologista. Quero acrescentar que tenho 36 anos, sou mãe de duas meninas (de 7 e 11 anos), sofri um aborto espontâneo há 1 ano, sinto-me infeliz no casamento, há atritos familiares, e desde que as minhas filhas nasceram que me tenho dedicado à família.

 

Maria 


publicado por Cláudia Morais às 14:57
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
NAMORADO COM DEPRESSÃO?
Carta original:
O meu namorado entrou na universidade num curso que é bastante exigente, mas onde sei (e vejo) que ele tem imenso talento e criatividade. Como a instituição é privada, ele viu-se obrigado a continuar a trabalhar por turnos numa fábrica para poder pagar a mensalidade. O problema é que essa fábrica situa-se na nossa terra natal (a uma hora de viagem da universidade) e, muitas vezes, ele passa noites acordado a tentar terminar os trabalhos práticos da faculdade. Embora eu ache que a quantidade de trabalhos que a faculdade envia por dia/semana é exagerada, a verdade é que ajudava muito se ele estivesse a morar na cidade universitária, como os estudantes fazem. O problema é que ele insiste que, assim, teria que pagar alojamento e mensalidade, e que não teria dinheiro para isso só com um part-time. Recentemente, entregou um trabalho para o qual se esforçou imenso (e que eu, embora seja suspeita, confesso que estava mesmo muito bom!), mas o professor criticou o trabalho em questão. A partir daí, o meu namorado ficou triste, deprimido, cabisbaixo, pessimista e sem vontade para nada. Como a mãe dele teve uma grande depressão há uns anos, (estando eu a estudar Psicologia) sei que esse antecedente ainda contribui mais para uma possível depressão dele, uma vez que ainda há o stress, a grande pressão na universidade e no trabalho, o esforço físico, o cansaço e a falta de horas bem dormidas. Não sei o que fazer para ajudá-lo, e queria evitar que esta situação se tornasse realmente em doença. O que me aconselha?

Joana



publicado por Cláudia Morais às 15:03
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
ANSIEDADE GENERALIZADA
Carta original:
Ultimamente tenho sofrido bastante com a ansiedade. Tenho frequentemente medo de doenças, tenho uma sensação de um caroço na garganta há quase dois anos. Já fui ao médico várias vezes, dizem que eu não tenho nada mas quando engulo saliva sinto algo. É terrível, parece que a vida parou, não consigo desligar-me destes pensamentos… Há dias fui ao médico e não aguentei, desmoronei, até chorei e não é fácil um homem de 35 anos chorar. Ele receitou fluoxetina, que estou a tomar de manhã mas está difícil viver assim com esta angústia. Estou desesperado, não sei o que possa fazer.
Pedro


publicado por Cláudia Morais às 10:53
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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
DISMORFOFOBIA – PREOCUPAÇÃO EXCESSIVA COM A IMAGEM
Carta original:
Tenho 19 anos e tenho problemas por causa da minha aparência. Desde pequeno que tenho bastantes sinais que são herança genética do meu pai mas nunca lhes dei muita importância. Por volta dos 16 anos comecei a sentir-me mal e hoje nem ao espelho me vejo para não ter que ver a minha cara e o meu corpo. Aos 18 anos a situação ficou mais grave, sentia-me bastante mal, comecei a andar bastante irritado, respondia mal a toda a gente, principalmente em casa. Não havia 1 dia em que eu me sentisse bem, não conseguia olhar para as pessoas nos olhos, deixei de ser a pessoa que era e comecei a ser mais arrogante. Durante o verão tinha estágio, que não consegui acabar. Desisti porque me custava sair à rua de dia, estar rodeado de pessoas e estar sempre a comparar-me com elas. Chegava à noite e ficava no meu quarto a chorar durante horas, não sabia o que havia de fazer. Até que o meu pai me levou ao médico e ele me receitou uns comprimidos que não deram em nada. Às vezes penso “será que estou a ser injusto em dar tanta importância à minha aparência e aos meus sinais?”. Mas depois vejo pessoas com muito menos sinais que eu que fazem cirurgias para os remover e pessoas que apenas têm uma borbulha ou duas na cara e fazem daquilo um bicho-de-sete-cabeças, quem me dera a mim ser como eles.
André


publicado por Cláudia Morais às 10:13
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❤ OS MEUS LIVROS

    O Amor e o Facebook

    "O Amor e o Facebook", Oficina do Livro, Setembro de 2011

    Sobreviver à  Crise Conjugal

    "Sobreviver à Crise Conjugal", Oficina do Livro, Fevereiro de 2004

❤ OS VÍDEOS

Participação no programa "A Tarde é Sua" (Tema: "Casais que estão juntos 24 horas por dia").

Continua AQUI


Participação no programa "A Tarde é Sua" (Tema: "Só tive uma mulher na vida").

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Participação no programa "A Tarde é Sua" (Tema: "Histórias de vida").

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Participação no programa "Você na TV" (Tema: "Violência nos jovens").

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Participação no programa "A tarde é sua" (Tema: "Quando os homens sofrem por amor").

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CLÁUDIA MORAIS

Psicóloga, Psicoterapeuta Familiar, Conjugal e Individual.

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